Quando as vinhas morreram...

A virada do século 19 para o século 20 viu a maior tragédia da história do vinho acontecer.

No começo de 1863, as vinhas francesas do Vale do Rhône começaram, misteriosamente, a esbranquiçar, sem sinais de mofo ou de outro motivo justificável.

Mas o fato é que os vinhedos estavam ficando doentes. As folhas murchavam, e as uvas simplesmente não amadureciam. O pior é que, dois ou três anos após os primeiros sintomas, as vinhas morriam.

Em 1868, cientistas conseguiram identificar um minúsculo inseto de cor dourada, presente na raiz das vinhas doentes, sugando a seiva das plantas, matando-as, literalmente, de fome.

Esses insetos foram batizados de Phylloxera vastatrix. A doença ficou conhecida como filoxera.

Além de demorar a ser identificada, a filoxera fez tamanho estrago em função da perplexidade que causou nos produtores. Era difícil acreditar, à época, que aquelas minúsculas criaturas tivessem tanto poder. Além disso, os produtores desconfiavam, também, que a descoberta viesse, justamente, de cientistas que não entendiam nada de agricultura ou de vinificação.

Se ao final daquela década, já eram muitos os vinhedos da região que padeciam deste mal, o que os produtores não imaginavam era que, em menos de vinte anos, a praga já estaria espalhada por toda a Europa.

Na realidade, subestimou-se o problema. Para se ter uma ideia, em 1870 o governo francês oferecia um prêmio de 20 mil francos a quem descobrisse a cura para as vinhas. Mas o problema espalhou-se tanto, e tão rápido, que em 1874 o prêmio já havia subido para 300 mil francos!

Obviamente, centenas de tentativas foram feitas. De inundação dos vinhedos, matando os insetos por afogamento, até um unguento à base de óleo de peixe, que deveria ser passado nas plantas.

Mas a solução só veio, mesmo, quando a causa da infestação foi compreendida.

Vinhas indígenas, levadas da América do Norte para a Europa, principalmente em função do interesse da alta sociedade por plantas exóticas do Novo Mundo, carregaram consigo, atravessando o Atlântico, pestes e doenças contra as quais as espécies europeias não haviam desenvolvido resistência.

Bom, ao observar que as vinhas americanas resistiam à presença do inseto, sem danos, a solução encontrada foi utilizar porta-enxertos de vinhas americanas. Enxertia é uma técnica que facilita a reconstituição de um plantio afetado por pragas, criando mudas a partir da implantação do broto de uma planta, na raiz de outra.

Resumo da ópera: todo aquele que torcer o nariz para os vinhos do Novo Mundo, dando cega preferência, por exemplo, para os franceses, deve lembrar que, as vinhas europeias, de um modo geral, só foram salvas, graças às americanas!

E, ainda bem que foram salvas! O mundo seria muito mais triste se o inseto tivesse vencido essa batalha!




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