Degustando o Velho e o Novo Mundo

Antes de mais nada, um pouco de conceito! 

 Velho Mundo é o termo usado para descrever o mundo conhecido pelos europeus até o século 15, ou seja, os países europeus e mediterrâneos, como França, Itália, Espanha, Áustria, Alemanha, Suíça, Hungria, Portugal, Grécia... São países com longa tradição histórica no cultivo da vinha e na produção de vinho.

 Novo Mundo é o termo usado, em contraposição, para falar de regiões com histórias de vitivinicultura mais recentes: Estados Unidos, Chile, Argentina, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Brasil...

Agora, vamos aos fatos. Existe diferença entre esses vinhos? Teoricamente, sim.

No Velho Mundo, valem mais a tradição e a origem. No Novo Mundo, valem mais a tecnologia e a uva.

Posto isso, fica mais fácil entender o motivo dos vinhos europeus levarem o nome de suas denominações de origem, como Champagne, Bordeaux, Borgonha, Côtes du Rhône, Châteauneuf-du-Pape... Os vinhos do Novo Mundo, por sua vez, são identificados pelo nome da uva utilizada na sua elaboração, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc...

Sabe onde, talvez, essa diferença fique ainda mais evidente? Em Portugal. Lá, existem mais de 250 uvas nativas, ou seja, tipicamente portuguesas. Mesmo assim, não é raro encontrarmos vinhos cuja composição é um segredo do enólogo. Ou seja, o produtor envia um recado ao consumidor: não importa quais uvas usamos na produção dos nossos vinhos.

Retomando a questão. Existe diferença entre esses vinhos? Na prática, cada vez menos.

Em tempos de globalização, com o mundo cada vez mais integrado, o Velho e o Novo Mundo têm aprendido muito um com o outro. Enólogos viajam o mundo em busca de novos conhecimentos, e trocam experiências entre si.

O Velho Mundo, por exemplo, vem incorporando práticas tecnológicas modernas no vinhedo e na vinícola, aprendidas com países como os Estados Unidos e a Austrália.

O Novo Mundo, por sua vez, tenta mostrar a influência regional nos vinhos que produz. Na Argentina, por exemplo, existe um movimento buscando identificar terroirs com personalidade ou caráter únicos. A denominação de origem Luján de Cuyo, por exemplo, produz distintos Malbec com comprovadas qualidades minerais encontradas no solo dessa região. Se quiser ler sobre Luján de Cuyo, clique aqui.

Então, é assim: a fronteira que separa o Velho Mundo e o Novo Mundo, ao menos no que se refere aos vinhos, é cada vez mais tênue. A boa notícia é que é mais fácil, para nós, então, atravessá-la... Nada como ver o mundo com bons olhos, não é?




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