Jerez

Em português, Xerez. Em inglês, Sherry. Originalmente, na espanhola Andaluzia, Jerez. Chame como preferir. Mas não perca a chance de conhecer esse vinho.

A arqueologia comprovou atividades de vitivinicultura, nessa região, datadas de 3.000 anos atrás. E a primeira menção específica ao Jerez é de 1 século a.C. Como conseqüência desta longa tradição, a enologia em Jerez é um das mais desenvolvidas do mundo!

Felizmente para nós, amantes do vinho, a cultura de Jerez sobreviveu, durante a Idade Média, à invasão dos mouros na Península Ibérica, apesar da proibição muçulmana ao consumo de álcool.

Na época das Grandes Navegações, o vinho de Jerez era uma das bagagens mais essenciais, ficando conhecido por diferentes povos ao redor do mundo, que passaram, inclusive, a imitá-lo. Para combater essas imitações, surgiu a primeira denominação de origem legalmente constituída na Espanha: Jerez.

Uma das diferenças fundamentais do Jerez é o amadurecimento biológico, que acontece nos barris, quando forma-se uma camada de levedura chamada fermento flor, que protege o vinho do oxigênio. O Jerez pode passar também pelo amadurecimento oxidativo, depois que essa película desaparece, e o vinho passa a ser exposto ao oxigênio.

O Jerez é produzido a partir de somente 3 diferentes cepas, todas brancas: a Palomino, a Pedro Ximénez e a Moscatel.

Dizem que a ampla gama de vinhos de Jerez é reflexo do caráter acolhedor do povo espanhol da Andaluzia, preocupado em adaptar-se ao diferente gosto de cada um, e a cada ocasião.

Existe uma complexa classificação para os vinhos Jerez, que pode ser assim resumida:

 Generosos, com menos de 5 gramas de açúcar residual por litro:

Fino, de cor clara e pálida, amadurece totalmente protegido do oxigênio pela camada de fermento flor, e é dos Jerez menos alcoólicos, com teor de 15°. Manzanilla é o nome oficial próprio para Jerez Fino específico da cidade de Sanlúcar de Barrameda, reconhecidamente distinto.

Amontillado, de cor âmbar não muito intensa, é parcialmente protegido pelo fermento flor, com teor alcoólico entre 16 e 22°, passando também por amadurecimento oxidativo.

Oloroso, sofre alta exposição ao oxigênio durante o amadurecimento oxidativo, apresenta cor âmbar que pode chegar até ao tom do mogno, e teor alcoólico entre 17 e 22°.

Palo cortado, com aromas de Amontillado, com cores e paladares de Oloroso, e teor alcoólico entre 17 e 22°, sofre exposição parcial ao oxigênio durante seu amadurecimento.

  Generosos licorosos, um pouco mais doces, e com 15 ou 15,5° de álcool:

Seco, de 5 a 45 g de açúcar/l, amarelo palha a dourado.

Pale cream, de 45 a 115 g de açúcar/l, amarelo palha a dourado.

Medium, de 5 a 115 g de açúcar/l, de cor âmbar podendo chegar a mogno.

Cream, de 115 a 140 g de açúcar/l, de cor intensa âmbar variando a mogno, devido à maior exposição ao oxigênio durante o envelhecimento. 

  Naturalmente doces, fortificados com destilado de uva, de aspecto denso e escuro, com cor próxima ao ébano:

Doce, com mais de 160 g de açúcar residual por litro.

Moscatel, com mais de 160 g de açúcar/l, e concentração de vinho da uva Moscatel em pelo menos 85%.

Pedro Ximénez, com mais de 212 g de açúcar/l, e composto por pelo menos 85% de vinho da cepa Pedro Ximénez. 

 Além disso, o Conselho Regulador de Jerez certifica também categorias de acordo com o tempo de envelhecimento, sendo 3 anos o mínimo permitido nesta denominação:

 V.O.R.S. (Vinun Optimum Rare Signatum), com mais de 30 anos de envelhecimento.

 V.O.S. (Vinum Optimum Signatum), com pelo menos 20 anos de envelhecimento.

 Indicação de idade de 15 anos.

 Indicação de idade de 12 anos.

Se você ficou na dúvida, entre tantas opções, saiba que um Jerez Oloroso costuma ser austero e intenso, e é uma das grandes experiências que um vinho pode oferecer!

Ah, e para conhecer vinhos de outras denominações de origem que já abordamos, clique aqui.






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