Rosé, esse injustiçado

Rosé? Por quê? Ou então, e melhor, por que não?

O surgimento do vinho Rosé nos leva à Idade Média, quando Clarete era o apelido para um certo tipo de vinho de Bordeaux, de cor rosa pálida, produzido pela fermentação conjunta de uvas de pele escura e de pele clara.

Com o tempo, os Bordeaux tornaram-se mais escuros, e os rosados ganharam uma categoria própria.

Os vinhos rosés são menos consumidos, ofuscados pelos tintos e brancos. Ironicamente, a principal característica dos vinhos rosés é justamente combinar o melhor de ambos, com uma quantidade intermediária de taninos, e bom nível de acidez. Os rosés costumam ser expressivos, frescos, jovens e frutados.

Era comum ouvir que o vinho rosé era produzido misturando vinho tinto com vinho branco, e provavelmente esse é um dos motivos da menor popularidade desse vinho... Mas o corte de vinhos tinto e branco é somente uma das maneiras (e longe de ser a mais utilizada) de obtenção do vinho rosé.

Ele pode ser produzido, também, por maceração curta (muito comum), compressão direta, sangria e mistura de uvas, além do corte de vinhos. Para saber mais sobre cada um desses processos, clique aqui.

Muitas são as uvas utilizadas para a produção de vinhos rosés: Grenache, Sangiovese, Syrah, Mourvèdre, Carignan, Cinsault, Pinot Noir, Zinfandel, Moscatel. Então, não há como dizer que rosé é tudo igual, não é mesmo?

Aliás, só de olhar a gente pode encontrar enormes diferenças, com exemplares de cor cereja, rosa, e até salmão. 

Quem prefere mais complexidade, deve dar preferência a vinhos com Grenache, Syrah e Mourvèdre, enquanto quem procura mais suavidade encontrará esse estilo procurando pelas variedades Zinfandel, Merlot e Moscato.

Em Provence e Languedoc-Roussillon encontram-se exemplares produtores de rosés, com vinhos refrescantes e secos, de acidez picante e aromas de morangos e framboesas. Rosés secos do Vale do Loire muitas vezes remetem à toranja, menta e pimentão vermelho. E os suaves rosés de Bordeaux, à base de Merlot, trazem morango e pêssego.

Para encerrar, duas dicas que vão fazer o seu rosé ficar ainda mais interessante:

 A temperatura ideal para servir um vinho rosé é entre 8 e 10°C, de maneira a distinguir sua acidez e frescor, sem ofuscar o seu caráter.

 Capriche na harmonização. Uma boa ideia são comidas picantes. Mas, se quiser saber mais sobre como combinar vinhos rosés, clique aqui.

E não perca a chance de se render aos prazeres do vinho rosé!




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