A cortiça, da floresta à garrafa

Um convite para lá de atrativo... Que tal entender como as rolhas de cortiça são produzidas?

 Planta-se um fruto chamado bolota, e nasce uma árvore chamada carvalho. O carvalho do qual se retira a cortiça é o da espécie Quercus suber, mais conhecido pelo nome de sobreiro. Existem, no mundo, algo entre 600 e 700 espécies de carvalho, cada uma com suas características. Se quiser saber mais sobre o carvalho, clique aqui.

 Passados 25 anos, o sobreiro apresenta uma casca grossa e esponjosa, que pode ser retirada, num processo chamado descortiçamento. Esse processo é realizado durante o verão, pois o calor faz com que a casca se solte mais facilmente, sem danificar a árvore.

 O primeiro descortiçamento de um sobreiro dá origem ao que se chama cortiça virgem, pouco valorizada, e que serve, por exemplo, para fazer compensados para a construção civil, mas não rolhas.

 É necessário esperar um período de 9 anos entre um descortiçamento e outro. A árvore é identificada, com o número do ano do descortiçamento, para que se controle o período necessário para a regeneração da casca.

 O segundo descortiçamento de um sobreiro fornece a cortiça chamada de secundeira, que também ainda não possui a qualidade necessária para o fabrico da rolha.

 A partir do terceiro descortiçamento, retira-se a amadia, cortiça com qualidade suficiente para que se produzam rolhas maciças. Ou seja, mais de 4 décadas após plantada a árvore do sobreiro.

 Depois do descortiçamento, as pranchas de cortiça são cuidadosamente empilhadas, permanecendo em descanso por no mínimo 6 meses, conforme definido no Código Internacional das Práticas Rolheiras. Durante esse período de repouso, dá-se a maturação da matéria-prima.

 O próximo passo é a cozedura, que limpa a cortiça de impurezas, aumenta sua espessura e a faz voltar ao índice original de umidade, tornando-a macia e elástica.

 Após a cozedura, a cortiça passa por duas a três semanas de estabilização, período que serve para aplanar as pranchas e dar à cortiça a consistência necessária.

 Depois disso, as placas de cortiça são cortadas em tiras, num processo que leva o estranho nome de rabaneação.

 A próxima etapa é a brocagem, ou seja, a perfuração das tiras, com uma broca, para a obtenção da rolha no formato cilíndrico. As sobras de material são aproveitadas para produzir granulados de cortiça.

 As dimensões finais e a regularização da superfície acontecem na sequência, com a retificação das rolhas.

 A partir daí, as rolhas são selecionadas conforme sua qualidade. Quanto menos porosa, melhor. Um processo opcional, chamado colmatagem, pode ser realizado para preencher os poros da superfície da rolha, com uma mistura de pó de cortiça, melhorando assim a apresentação e a capacidade de vedação da rolha.

 A lavagem e desinfecção das rolhas é realizada.

 Por fim, temos a impressão de logotipo, ou de outras informações solicitadas pelo produtor do vinho. Essa impressão pode acontecer com o uso de tinta apropriada ao consumo, ou então, com o uso de aplicação de calor.

Assim, temos a rolha de cortiça. Charmosa. Reciclável. Reutilizável.

E, para encerrar, se quiser ler algumas curiosidades a respeito da cortiça, clique aqui.




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