Viognier

Como se pronuncia o nome dessa cepa? Diga “vi-on-iê”. Essa variedade de uva branca já esteve à beira da extinção. Felizmente, isso não aconteceu, e hoje podemos degustar seus aromáticos vinhos!

Diz a história que, durante a década de 1960, a área plantada com vinhas dessa variedade chegou a ser de apenas 8 míseros hectares, concentrados no Vale do Rhône, em Condrieu e em Château-Grillet.

Atualmente, para a sorte de todos nós enófilos, a Viognier está presente não só na França, mas também na Itália, Espanha, Suíça, Estados Unidos, Chile, Argentina, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia..., e também no Brasil.

Acredita-se que a terra natal da Viognier tenha sido a Dalmácia, região do leste europeu que abrange territórios da Croácia, Bósnia e Herzegovina, e Montenegro. Acredita-se, também, que ela tenha sido levada para o Rhône, pelos romanos, há mais de 2.000 anos.

Essa é uma uva de cultivo extremamente difícil. Propensa a mofo, produz rendimentos notoriamente baixos e imprevisíveis, e precisa ser colhida somente quando bem madura, para conseguir desenvolver seus aromas e sabores.

De pele grossa, a Viognier apresenta baixa acidez, e precisa de muita exposição à luz do Sol para amadurecer corretamente. Porém, se for exposta a um calor excessivo, perderá seu frescor característico.

Essa necessidade de amadurecimento minimamente ideal é o principal motivo para vermos vinhos secos com teores alcoólicos bastante expressivos, muitas vezes superando os 13°, e também para vermos tantos exemplares de colheita tardia sendo produzidos com a Viognier. Os produtores, com receio de colher antes da hora, acabam deixando a uva tempo demais na vinha.

Para ler sobre vinhos de colheita tardia, clique aqui.

A baixa acidez da Viognier não requer carvalho para chegar a um vinho com equilíbrio. Mesmo assim, um leve envelhecimento em madeira pode melhorar ainda mais seu sabor exótico e sedutor, muitas vezes acrescentando um toque de baunilha ao resultado final do vinho produzido.

Os aromas e sabores mais frequentemente associados à Viognier são: pêssego, pera, damasco, camomila, lavanda, tomilho e pinho. Os exemplares mais adocicados, de colheita tardia, trazem também notas de mel.

Um vinho seco produzido a partir da Viognier fica excelente quando harmonizado com queijo brie, ou com massa em molho branco. Tente combinar, também, com temperos picantes, como curry, muito utilizado na cozinha tailandesa e também na culinária chinesa. Esse também é um vinho perfeito para ser harmonizado com um salmão grelhado.

Um vinho de colheita tardia elaborado com a Viognier, por sua vez, é o vinho de sobremesa ideal para acompanhar torta ou sorvete de damasco, ou então damascos servidos com gorgonzola. Se você nunca provou essa combinação, faça o teste!

Viognier. Nome difícil de falar. Vinho fácil de gostar.

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