Como as uvas viram vinho tinto?

Basicamente, as uvas são colhidas e esmagadas. Ao fermentarem, o açúcar é transformado em álcool, e o vinho está pronto... Se você achou básico demais, continue a ler!

Em primeiro lugar, é bom salientar que o conceito por trás da vinificação é realmente simples. Mas cada enólogo tem suas estratégias, e os processos podem, sim, variar bastante, assim como os vinhos deles resultantes.

Mas em linhas gerais, como o vinho tinto é feito?

 O plantio

O plantio não acontece a esmo. O agrônomo projeta o vinhedo de acordo com o vinho que se pretende produzir. Ele define, por exemplo, a orientação das fileiras e a distância ideal entre as vinhas, pensando em qual a produtividade esperada. E, de qualquer forma, uma videira recém-plantada demora entre quatro e cinco anos até que seus primeiros frutos possam ser colhidos para a produção de vinho.

 A colheita

A colheita pode ser mecânica ou manual, dependendo, por exemplo, das regras estabelecidas por uma denominação de origem. As máquinas são cada vez mais utilizadas, mas os melhores vinhos do mundo ainda contam com colheita manual. Esse é um processo que ocorre no outono. Se quiser ler sobre o que acontece no vinhedo, mês a mês, clique aqui.

 A seleção

Na mesa de seleção, as uvas são examinadas no caminho para o esmagador (ou esmagador/desengaçador), e as que estão danificadas são retiradas, porque o contato com o oxigênio altera o sabor da fruta.

 O desengaçamento

Desengaçar significa tirar as uvas dos cachos. Esse é um processo que visa diminuir a dureza dos taninos, muito presentes nas hastes das uvas.

 O esmagamento

Ao esmagar as uvas, obtém-se o mosto, que é o sumo que será levado para a fermentação. Chamamos maceração todo o período em que a parte sólida permanece em contato com o mosto.

 A fermentação alcoólica

Leveduras que ocorrem naturalmente, ou então que são adicionadas, dão início ao processo de fermentação, e o açúcar vai se transformar em álcool. Vinhos secos são produzidos quando a fermentação consome todo o açúcar.

 A remontagem

O dióxido de carbono gerado na fermentação empurra as peles e a polpa para cima, formando uma manta. É necessário empurrar essa manta, para arejar o vinho, e ajudar a extração da cor e do sabor das cascas. Ou então bombear o mosto de baixo para cima.

 A descuba

É o processo de separação da parte sólida e da parte líquida do mosto, por meio da drenagem. A parte líquida é chamada de vinho-gota.

 A prensa

A parte sólida vai para uma prensa, resultando no que se chama vinho-prensa.

 A mistura

Juntam-se esses dois, em tanques ou barris. O vinho-prensa costuma representar 15% dessa mistura, e o vinho-gota, 85%.

 A fermentação malolática

É a transformação do ácido málico em lático, que reduz a acidez e adiciona riqueza e textura ao vinho, além de estabilizá-lo naturalmente.

 A trasfega e a sulfitagem

Mudando o vinho de um barril para o outro, separa-se o vinho da borra que fica depositada no fundo do barril, e também se oxigena e amacia o vinho. Sulfitos são adicionados para evitar a proliferação de micro-organismos e o desenvolvimento de bactérias. Se quiser ler mais sobre sulfitos, clique aqui.

 O amadurecimento

Tecnicamente, amadurecer e envelhecer não é considerado exatamente igual. Os vinhos amadurecem enquanto estão em barris de carvalho ou em cubas de aço inoxidável, e envelhecem depois de engarrafados. Durante esse tempo, desenvolvem-se a estrutura e o aroma do vinho.

 O corte

Misturam-se vinhos de diferentes lotes. Para entender melhor a diferença entre vinhos de corte e vinhos varietais, clique aqui.

 A colagem

A maioria dos vinhos é clarificada pela colagem, que consiste em acrescentar ao vinho uma proteína que atrai e precipita as matérias sólidas, que descem juntas para o fundo da cuba ou do barril. Então o vinho clarificado é trasfegado novamente. Para ler mais sobre os processos de estabilização do vinho, clique aqui.

 A filtragem e o engarrafamento

Filtros de poros minúsculos (menos de um milésimo de um milímetro) removem as borras do vinho e também o esterilizam, porque as bactérias não são capazes de passar através de orifícios tão pequenos. O engarrafamento compreende o preenchimento da garrafa, o fechamento com a rolha, a capsulagem e a rotulagem. Pequenos produtores costumam não ter estrutura própria para essa etapa, terceirizando-a.

Prontos para serem degustados, ou para envelhecerem na garrafa até o momento certo de serem apreciados, aí estão os vinhos tintos!!!!




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