Vinhos de guarda

Atribui-se ao Papa João XXIII (1881 – 1963), a seguinte frase: “Os homens são como o vinho - alguns viram vinagre, mas outros melhoram com a idade.”

Alguns vinhos realmente ficam melhores com o tempo. Alguns. São os chamados vinhos de guarda.

Uma pequena parcela dos vinhos produzidos no mundo, menos de 10% do total, são vinhos de guarda.

Isso significa que 90% dos vinhos não precisam e não devem ser guardados, e sim, bebidos em no máximo 5 anos após o engarrafamento.

Os vinhos de guarda, por sua vez, mesmo que possam ser consumidos no momento da compra, têm um grande potencial de envelhecimento, e podem ficar ainda melhores com o tempo. Por isso, merecem ser guardados.

O que diferencia um vinho, do outro? Em primeiro lugar, a concentração de alguns compostos. Isso pode ser determinado pela natureza, na medida em que as variedades de uva são diferentes entre si. Isso pode ser influenciado pelo método de cultivo, com controle do rendimento da vinha. E isso pode ser manejado pelo enólogo, durante a produção do vinho, com processos cuidadosos e pouca intervenção.

Mesmo dentro da garrafa, o vinho não está completamente isolado do meio ambiente. Quantidades mínimas de oxigênio passam pela rolha e entram em contato com o líquido. E é essa micro-oxigenação que causa as reações químicas, que desenvolvem o vinho de guarda.

Como esse contato com o oxigênio depende de características específicas da cortiça, o consenso diz que as rolhas tradicionais são a melhor opção para a vedação de vinhos de guarda. Apesar disso, as tampas de rosca estão cada vez mais presentes, e já foram até cogitadas como melhores, inclusive para os vinhos de guarda... Se quiser ler mais sobre essa polêmica, clique aqui.

Mas, voltando, o que fazem essas reações químicas, que acontecem durante o envelhecimento? Refinam o vinho, dando-lhe mais complexidade de aromas e de sabores. Com o tempo, os vinhos de guarda ficam mais delicados, com maciez em seus taninos e sutilidade em seus aromas. O tempo também altera sua aparência, sendo que os brancos ganham cor com o envelhecimento, enquanto os tintos, perdem.

Bons exemplos de vinhos de guarda estão entre os Grand Crus de Bordeaux, entre os italianos Barolo, e entre os fortificados vinhos do Porto.

Qual é a exata longevidade, de cada vinho, é a pergunta que vale um milhão de dólares... A duração de cada vinho varia muito, e ninguém melhor que o próprio produtor, para dar essa resposta.

O certo é que, ao longo do tempo em que permanece engarrafado, o vinho passa por três fases distintas: envelhecimento, quando está evoluindo; apogeu, quando está no seu melhor momento para ser degustado; e declínio, quando já apresenta sinais de degradação.

Assim como tudo na vida, a preferência pela sutileza de vinhos mais maduros ou pela opulência dos vinhos mais jovens, é questão de gosto pessoal. Não existe certo ou errado. Existe vinho. Ainda bem.




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