Vinho de gelo?!

Alguns dizem que o vinho de gelo, icewine, vin de glace, ou ainda, eiswein, como originalmente é chamado, é uma escassa e rara joia enológica. Exagero? Nem tanto, pois o processo de produção do “filho da neve”, como é poeticamente chamado em alguns lugares, é peculiar, e o seu resultado é excepcional!

Muitos dos vinhos especiais do mundo nasceram por mera casualidade, e o vinho do gelo é um deles. Dizem que o primeiro eiswein nasceu, por volta de 1794, em uma colheita ao norte da Bavária (Alemanha), quando os viticultores elaboraram um vinho com uvas que haviam sido parcialmente congeladas, devido a uma geada inesperada. Resultado? Um vinho diferente e muito especial: saboroso, aromático, doce e um pouco ácido ao mesmo tempo.

Hoje em dia, a produção do icewine é limitada, pois depende basicamente da ocorrência de determinadas condições climáticas em um certo momento e por um certo período.

Alemanha, Áustria e Canadá são conhecidos por fazerem os melhores icewines do mundo. Isto se deve ao fato deles possuírem invernos com temperaturas constantes. No entanto, alguns outros países também o fazem, porém não com a mesma regularidade de produção.

No processo tradicional, o icewine provém das vinheiras congeladas de maneira natural, onde as uvas permanecem vários dias congeladas a uma temperatura mínima de -8°C, chegando até a -16°C. Então, é feita a colheita manual à noite, para garantir que as uvas cheguem à vinícola ainda congeladas, e à temperatura mais próxima de quando foram colhidas. O próximo passo, imediato à chegadas das uvas, é a prensagem das uvas congeladas para a obtenção do mosto, e então, partir para a fermentação em baixas temperaturas por cerca de 2 meses.

Detalhe: a geada deve ocorrer quando as uvas estiverem maduras, nem antes e nem depois, ou seja, envolve um grau considerável de risco, paciência e nervos controlados, o que, juntamente com o baixo rendimento da colheita (cerca de apenas 10% do rendimento habitual), acaba justificando o valor um pouco elevado. Em resumo, variáveis bem diferentes do que as para a produção de vinhos secos.

Hoje a tecnologia também é usada para fazer vinho de gelo artificialmente. Congelado em câmaras que possam manter uma temperatura constante no tempo como o produtor desejar. Os riscos são muito menores, mas sempre há aqueles que dizem que, assim, o resultado é diferente.

Em suma, como são os vinhos obtidos por esses processos? São vinhos muito mais concentrados, porque eles têm menos água, são mais ricos em aroma, mais doces e com uma acidez excepcional. 

Existem os icewines brancos, geralmente produzidos com Riesling, Chardonnay, Niágara, Vidal ou Gewürztraminer, que possuem cores que vão desde amarelo brilhante até dourado intenso, e os tintos, geralmente produzidos com Cabernet Franc, com tons de vermelho e violeta. Se bem conservados, podem durar 10 anos em ótimo estado, ou seja, quando tiver a oportunidade de comprar um, compre-o, mesmo que não vá beber de imediato.

Deu água na boca? Os canadenses não costumam ser tão caros, então, por exemplo, escolha um 100% Riesling canadense e sirva por volta dos 6°C; é ótimo harmonizado com sobremesas como crème brûlée ou pudim. Ah, não estranhe, em geral eles vem em garrafas menores, cerca de 350ml a 375ml.

 




Você está em

Quem somos

 

O Tintos&Tantos nasceu em 2013, e em seu pouco tempo de vida, já se tornou uma referência no mercado editorial de vinho, nacional e internacionalmente.

 

Para contar quem somos, primeiro vamos dizer quem nós não somos. Não somos um blog de vinhos. Não somos críticos de vinhos.

 

O Tintos&Tantos é um portal de Internet, que dá acesso a um conteúdo editorial, de produção própria, inteiramente dedicado ao mundo do vinho. 

 

Nossa contribuição é prover informação imparcial, relevante e gratuita.  Sempre em linguagem acessível e agradável de ler.

 

O intuito do Tintos&Tantos é o de fomentar o estudo, o interesse, a crítica, e até mesmo a polêmica a respeito do vinho.

 

Nosso foco não é competir com outros geradores de conteúdo, pelo contrário: ao sermos mais um agente no desenvolvimento desse mercado, e na consolidação dessa cultura, todos nós, apaixonados por vinho, ganhamos: consumidores, editores especializados, blogueiros, youtubers, produtores, importadores, sommeliers, enólogos e enófilos em geral...

 

Na nossa opinião, quanto mais gente do bem estiver falando sobre o mundo do vinho, com respeito e profissionalismo, melhor para todos nós.

 

Assim, é com imensa satisfação que criamos conteúdo diário e interagimos com cada leitor, através dos nossos canais de comunicação e de mídias sociais. 

 

No Facebook (www.facebook.com/tintosetantos), por exemplo, onde tantos amigos nos acompanham, é com orgulho que constatamos ser, o Tintos&Tantos, a maior página do Facebook, no mundo, em sua categoria! Uma comunidade de pessoas curtindo, comentando, se divertindo, aprendendo e ensinando, concordando e discordando... Todos nós, apaixonados pelo maravilhoso universo que cerca o vinho.

 

Não somos donos da verdade. Na verdade, recomendamos fortemente que se duvide de qualquer um que diga conhecer tudo sobre vinhos.

 

Esperamos que você aprecie e que continue nos acompanhando, e sempre que possível, ajudando na divulgação e propagação desse projeto, cujo foco será sempre você, vinhonauta!

 

A você, o nosso muito obrigado!

A você, o nosso brinde!

 

Em caso de dúvida, crítica ou sugestão, entre em contato pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.