Diga de onde vens e direi quem és

As fronteiras do mundo do vinho vão muito além das famosas Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay... Você já ouviu falar em uvas autóctones?

A Cabernet Sauvignon, por exemplo, apesar de ser originária da região francesa de Bordeaux, foi internacionalizada de tal forma, que praticamente todos os países produtores de vinho têm parte de seus vinhedos, maior ou menor, ocupada por essa uva. Por isso essas são uvas chamadas de internacionais.

E, por que, algumas uvas tornaram-se internacionais? Porque essas são variedades que se adaptam bem a climas diversos, e, também, pelo interesse de vinicultores, ao redor do mundo, em tentar reproduzir os vinhos clássicos europeus (ou, ao menos se aproximar deles).

Mas, em contraponto às uvas internacionais e famosas, temos as desconhecidas uvas nativas, que acabam simbolizando determinado país ou região vinícola. A palavra autóctone, de origem grega, significa “natural do país”. E grande parte da produção mundial de vinho provém dessas cepas não clássicas, cultivadas por tradição.

Algumas dessas uvas desenvolveram-se por mutação natural, outras foram criadas por fertilização cruzada intencional. O fato é que existem mais de 10.000 variedades de uvas viníferas da espécie Vitis vinifera, apesar de somente cerca de 50 delas serem mais frequentemente usadas, e por isso mesmo, de fato mais conhecidas. 

Enquanto a França é o berço das uvas clássicas, Portugal e Itália são ótimos exemplos de países que privilegiam as uvas nativas na produção de seus vinhos, atraindo a atenção mundial com vinhos originais e únicos.

Vamos a alguns exemplos de países e suas uvas nativas:

 Em Portugal, entre as 250 castas nativas do país, destacam-se as tintas Touriga Nacional, Baga, Castelão, Touriga Franca, Trincadeira, Bastardo, Mourisca, Tinta Cão, Tinta Francisca e Sousão, além das brancas Alvarinho, Arinto, Encruzado, Fernão Pires, Verdelho e Rabigato.

 Na Itália, a diversidade de uvas nativas oferece as tintas Nebbiolo, Barbera, Sangiovese, Corvina, Montepulciano, Lambrusco, Aglianico, Rondinella, Nero d’Avola e Molinara, além das brancas Prosecco, Trebbiano, Fiano, Catarratto e Inzolia, dentre tantas outras.

 Na Espanha, Tempranillo, Macabeo, Parellada, Palomino, Pedro Ximénez, Mencía e Callet são alguns bons exemplos.

 Na Argentina, Torrontés é a única cepa realmente considerada nativa do país.

E a lista é realmente extensa, e às vezes até mesmo controversa e polêmica. Lembre-se: são mais de 10.000 variedades existentes...

A antiga tendência de valorizar as uvas mais famosas poderia até ter colocado em risco as cepas nativas, com suas características próprias e seu material genético precioso. Mas, para a nossa sorte, o mundo tem voltado sua atenção, cada vez mais, à fascinante diversidade dos vinhos!




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