Vinho e chocolate, parceiros no emagrecimento?

Ao iniciar uma dieta para emagrecer, o primeiro passo da maioria das pessoas é cortar alguns pequenos prazeres do cardápio. Isso pode estar errado, diz um cientista!

O cientista é o professor Dr. Tim Spector, do King's College London, uma tradicional instituição de ensino superior do Reino Unido, fundada em 1829, e considerada uma das mais prestigiadas e importantes, do mundo!

Tim Spector já assinou mais de 800 artigos acadêmicos, estando entre os cientistas mais publicados de todo o mundo, segundo a Reuters. Ele é autor, também, do livro The Diet Myth: The Real Science Behind What We Eat (cuja tradução literal seria O mito da dieta: A ciência real por trás do que nós comemos), publicado em 2015.

Na opinião de Tim Spector, não se deve cortar pequenos prazeres alimentares da dieta, pois eles seriam responsáveis por cultivar as bactérias boas do nosso intestino, e dessa forma, nos ajudariam a emagrecer.

Mas ele não está se referindo a alimentos gordurosos e açucarados da chamada junk food, ricos em calorias e de baixa qualidade nutritiva. Ele acredita que esse tipo de alimentação, ao alterar a comunidade de bactérias intestinais da população, é responsável por grande parte da epidemia de obesidade que vemos.

Os hábitos alimentares de baixos nutrientes e excesso de calorias, proveniente de alimentos muito processados, empobrece a nossa flora intestinal. A diversidade bacteriana intestinal do ser humano está diminuindo em função disso. Comer junk food mata as bactérias que nos protegem contra problemas de saúde como obesidade, diabetes, câncer, doenças cardíacas e doenças inflamatórias intestinais. Além disso, favorece as bactérias potencialmente tóxicas ao organismo.

O próprio filho de Tim Spector, um jovem de 23 anos, participou de uma pesquisa alimentando-se apenas de sanduíches de uma rede de fast food por 10 dias. Das cerca de 4.000 espécies de bactérias esperadas no nosso intestino, 1.400 haviam morrido nesse período.

Em contrapartida, segundo Tim Spector, alimentos como o vinho e chocolate com alto teor de cacau são bons para cultivar bactérias intestinais saudáveis. E, por isso, devem fazer parte dos hábitos alimentares, inclusive, de quem pretende emagrecer.

Em um estudo realizado por Tim Spector, com 2.000 gêmeos, ele descobriu que o gêmeo com maior índice de flavonoides no sangue, vindos do vinho ou do chocolate, tinha menor peso, além de melhor saúde arterial e menor risco de diabetes, que seu outro irmão.

Para Tim Spector, mais importante do que contar calorias, é promover a reprodução e o crescimento das bactérias saudáveis do nosso intestino, quando o assunto é perder peso, manter-se magro e saudável. Isso porque essas bactérias não são responsáveis apenas por uma boa digestão, mas elas controlam a absorção de calorias e garantem enzimas vitais e vitaminas no organismo.

Quanto mais diversificada for a dieta, mais diversidade de bactérias saudáveis haverá na flora intestinal da pessoa. Essa seria a explicação para que as dietas da moda, que restringem alguns grupos alimentares, não sejam eficazes no longo prazo. Elas fazem exatamente o contrário do que defende Tim Spector, diminuindo a diversidade da alimentação, e consequentemente, da flora intestinal.

Resumo da ópera, segundo Tim Spector? Para emagrecer, nada de cortar, radicalmente, vinho, chocolate com alto teor de cacau, queijos não pasteurizados, café, azeitonas, nozes... Em compensação, evite alimentos processados, e principalmente, dos fast foods.

Da nossa parte, torcemos para que ele tenha razão!

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