Escolhendo pela uva ou pelo terroir

Alguns rótulos nos contam com qual uva, ou quais uvas, aquele vinho é feito. Outros rótulos, por sua vez, preferem nos dizer de onde vem aquele vinho. Por quê?

Antes de mais nada, se quiser recordar o conceito de terroir, para aproveitar ainda mais a sua leitura, clique aqui.

Vamos lá. Existem essas duas maneiras principais para um produtor divulgar, ao consumidor, o seu vinho:

 Rotulagem geográfica, um método baseado na localização do vinhedo, e que valoriza a influência do terroir no resultado final do vinho. São conhecidos como rótulos de origem, e seguem os sistemas de denominação de origem específicos de cada país produtor. Exemplos de rótulos de origem: Bordeaux, Borgonha, Champagne, Barolo, Chianti, Rioja, Alentejo...

 Rotulagem varietal, um método baseado na variedade, ou nas variedades utilizadas na composição do vinho. São conhecidos como rótulos varietais, e seguem, também, a legislação de cada país produtor. Exemplos de rótulos varietais: Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Malbec, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon + Merlot...

Pois bem. Isso não é tudo. Agora, vamos entender ainda mais esse assunto...

 Desfazendo um mito...

Não é correto dizer que o Velho Mundo sempre trabalhou, e só trabalha, com rótulos de origem. A Alsácia, na França, e também a Alemanha, a Áustria, e a República Tcheca são exemplos de lugares europeus onde a rotulagem pelo nome da uva é usada há muito tempo. A Alsácia, inclusive, é citada por especialistas no tema, como o berço da rotulagem varietal.

 Conhecendo a história...

Mas o Novo Mundo foi, sem dúvida, importante para a disseminação da cultura da rotulagem varietal. E, como uma mão lava a outra, a rotulagem que identifica o nome da uva foi, por sua vez, uma das chaves de sucesso para que os vinhos do Novo Mundo conquistassem seu espaço no mercado.

A história conta que a maioria dos soldados americanos que lutaram na 2ª Guerra Mundial tinham, pela primeira vez, entrado em contato com os vinhos europeus. Ao retornarem aos Estados Unidos, ao final da guerra, colaboraram para um aumento de demanda no país, por vinhos de maior qualidade.

Os produtores americanos tomaram dois rumos diferentes: alguns imitaram as denominações europeias, apropriando-se indevidamente de nomes como Chablis, Champagne e outros. Outros produtores, inspirados no modelo da Alsácia, passaram a adotar a rotulagem varietal, em seus vinhos.

Vale lembrar que a rotulagem varietal também é o modelo predominante, de identificação de vinhos, na Austrália, na Nova Zelândia, na África do Sul, no Chile, na Argentina, no Brasil... ou seja, na maioria dos países produtores de vinho no Novo Mundo.

 E qual a tendência?

O mundo dos rótulos de vinho caminha, simultaneamente, nas duas direções: a dos rótulos de origem, e a dos rótulos varietais. Não é difícil, inclusive, encontrar rótulos que tragam, atualmente, as duas informações.

Enquanto a informação da denominação de origem atua para distinguir e valorizar determinado vinho, mesmo que exija um pouco mais de conhecimento sobre o assunto, a informação da variedade de uva que produziu o vinho aproxima o produto do consumidor, além de facilitar a entrada de novos consumidores, nesse mercado.

Para quem acha que a valorização de terroir só acontece na França, Itália, Espanha, Portugal... fica aqui uma dica: comece a prestar atenção a rótulos que trazem, sim, a origem dos vinhedos também no Novo Mundo, com denominações como Napa Valley, Barossa, Malborough, Paarl, Casablanca, Luján de Cuyo, Vale dos Vinhedos... Aliás, para conhecer mais cada uma dessas regiões, clique em seu nome.

Para finalizar, saúde!!!




Quem somos

 

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O Tintos&Tantos é um portal de Internet, que dá acesso a um conteúdo editorial, de produção própria, inteiramente dedicado ao mundo do vinho. 

 

Nossa contribuição é prover informação imparcial, relevante e gratuita.  Sempre em linguagem acessível e agradável de ler.

 

O intuito do Tintos&Tantos é o de fomentar o estudo, o interesse, a crítica, e até mesmo a polêmica a respeito do vinho.

 

Nosso foco não é competir com outros geradores de conteúdo, pelo contrário: ao sermos mais um agente no desenvolvimento desse mercado, e na consolidação dessa cultura, todos nós, apaixonados por vinho, ganhamos: consumidores, editores especializados, blogueiros, youtubers, produtores, importadores, sommeliers, enólogos e enófilos em geral...

 

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